por Alex Moreira

Mediar formações em espaços presencias é tarefa pra lá de complexa e exige inúmeras habilidades por parte do(a) formador(a), uma vez que é preciso apoiar o grupo na construção de novos saberes, possibilitando que todos se engajem nas atividades propostas, exercendo uma escuta ativa do grupo e realizando problematizações que possibilitem que as pessoas avancem em suas reflexões e ponderem sobre outras maneiras de realizar determinada ação.

Conduzir com maestria os momentos formativos em que estamos frente a frente com o público possibilita que esse rico espaço de reflexão possa ser prazeroso e produtivo.

Nesse contexto, é comum e compreensível que muitas dúvidas surjam por parte do(a) formador(a) quando está na mediação desses encontros, seja com professores, gestores, técnicos de secretarias de educação ou outros formadores, como por exemplo: o que fazer em momentos de tensão? Quais são as características de um excelente formador? O que não fazer ao mediar formações presenciais?

Essas indagações exigem um intenso processo de reflexão, e como ponto de partida para tais ponderações, de maneira objetiva, sugerimos algumas indicações que podem auxiliar em sua formação. As sugestões aqui presentes não pretendem ser receitas, muito pelo contrário, são sinalizações pautadas em um processo reflexivo feito em parceria com a equipe de formadores da Elos Educacional. Equipe essa que recorrentemente se reúne para discutir sobre o papel do formador ao mediar formações.

Abaixo, sinalizamos algumas características e comportamentos, para que esses aspectos possam ser ponto de partida em seu processo de reflexão acerca do aprimoramento contínuo da sua prática.

Entendemos que um excelente formador: 

Pode ser que ao ler tantas características e comportamentos você esteja pensando: tem como ser esse super-herói? Calma! Quanto mais nos desenvolvemos em cada um desses aspectos mais avançamos em nossa compreensão acerca dos pontos que precisamos nos dedicar mais ou menos.

Cabe dizer que todas as características e comportamentos citados são importantes, porém, a depender do contexto em que a formação ocorre, alguns deles acabam se tornando de maior relevância e são ponto focal do formador. Essa análise se dá com base no nível de maturidade do formador em fazer a leitura de contexto que irá atuar. Quanto mais ele(a) potencializar o seu desempenho nos níveis estruturantes e necessários de atuação em cada realidade, mais produtiva e assertiva sua mediação será.

Além de pensar sobre o que fazer e quais características ter, é preciso ponderar, também, sobre o que não fazer. Isso mesmo! Excelentes formadores também têm sua lista de proibições. Você já parou pra pensar no que não devemos fazer ao mediar uma formação presencial? Segue uma relação que preparamos com alguns tópicos para apoiar você nessa reflexão sobre o que não fazer:

Muitos são os desafios quando nos colocamos no papel daquele que pretende contribuir com o processo formativo de outras pessoas, e quanto mais atentos estamos em relação a como agimos nesses tempos e espaços formativos, mais temos condições de seguir nos desenvolvendo, e esse é um contínuo exercício de ação – reflexão – ação! Ao estar diante de alguns desses desafios e mesmo quando conseguimos superá-los é preciso ter clareza de que sempre é possível melhorar a própria prática. Esta é a parte mais prazerosa do processo de aprendizado: ele é infinito!

Que as reflexões e sugestões realizadas nesse texto possam apoiar você a seguir pensando e refletindo sobre sua prática.