mulher no mercado de trabalho

Por Andréa Gonçalves

‘Salário igual para trabalho igual’

Ao ler esta frase, você, provavelmente remeteu-se a uma das reivindicações das mulheres trabalhadoras da atualidade, certo?

Contudo, este lema era a bandeira das mulheres do Comitê de Defesa Proletária e da Federação Operária de São Paulo de 1913, época na qual já apresentaram uma proposta de reinvindicação de licença depois do parto e a proibição do trabalho noturno de mulheres. Essas reinvindicações foram conquistadas, como direitos trabalhistas específico das mulheres, no Estado de São Paulo, no ano de 1917 e, em esfera federal, por meio de um decreto no ano de 1923.

Nos anos seguintes, com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em 1943 e a Constituição de 1946, esses direitos foram regulamentados e ampliados. Entre as conquistas podemos destacar a isonomia salarial, uma jornada de trabalho de 8 horas diárias, repouso semanal remunerado, salário-maternidade, férias anuais dentre outros.

Na década de 1970, vários movimentos e organizações formados por mulheres, ampliaram essas reivindicações para o campo de direitos sociais, como o direito à creche e moradia e participação política, hoje, contemplados na constituição de 1988.

Mas, o que tudo isso significa?

Os direitos trabalhistas das mulheres, historicamente garantidos em leis, não foram concedidos, mas sim, conquistados, fruto de muitas lutas e perseverança de muitas mulheres que se esforçaram a fim de conquistar seu lugar no mercado de trabalho.

Atualmente, mesmo com leis garantidas, fazer valer nossos direitos no campo trabalhistas, ainda é uma tarefa árdua. Temos um longo caminho a ser percorrido. Historicamente, conquistamos esses direitos, sendo assim, essa luta é de toda a sociedade, e deve ser feita no cotidiano, em que devemos nos conscientizarmos dos nossos direitos básicos de igualdade e garantir que sejam aplicados.

Somos capazes de fazer valer nossos direitos e provocar mudanças significativas no mundo do trabalho!

E você, qual é a sua luta no mundo do trabalho? Que direitos acredita que necessitam ser criados e/ou aplicados? 

Deixe aqui as suas contribuições, afinal, essa é uma luta de toda a sociedade!

 

Mulheres no mercado de trabalho – carreiras e desafios. Disponível em: https://www.pravaler.com.br/mulheres-no-mercado-de-trabalho-carreiras-e-desafios/ Acesso 05 mar. de 2021.

 

FRACCARO, Glaucia Cristina Candian. Os direitos das mulheres – organização social e Legislação trabalhista no entreguerras Brasileiro (1917-1937). Tese de História. Departamento de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 2016. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/321562/1/Fraccaro_Glaucia_D.pdf  Acesso 05 mar. de 2021.