por Claudia Zuppini

Então, 2018 está acabando, e com ele a sensação de alívio por termos conseguido enfrentar um ano tão desafiador. O Brasil não trouxe a taça de hexacampeão, vivemos uma grande crise econômica e as redes sociais aumentaram a polarização política entre os brasileiros. Vimos o Trump colocar criança em celas e serem separadas de suas famílias, tivemos uma intensa greve de caminhoneiros que abalou ainda mais nossa economia e reforçou o quanto dependemos do transporte rodoviário para termos abastecimento. Como se não bastasse, nosso Museu Nacional no Rio de Janeiro foi incendiado, queimando junto um pouco de nossa história.

Porém, o que não nos falta é esperança para o novo que se apresenta. Não podemos mudar fatos de grandiosidade nacional ou internacional, ou até podemos, entretanto é mais complexo, mas se começarmos pela mudança em nós mesmos já é o primeiro passo para a transformação de uma nação.

Falando nisso como foi o seu ano? Você conseguiu concluir todos os desejos planejados lá no início do ano?

Economizar dinheiro, ir para a academia, visitar aquela tia distante, terminar seus estudos ou até mesmo procurar o especialista daquele problema de saúde que está te incomodando? Não? Alguns deles?

Sem problemas, o final do ano é aquele momento de balanço, no qual olhamos para trás e vemos o que fizemos e comparamos com o que realmente deveríamos ter feito, e contabilizamos os débitos e os créditos, e é com o saldo desta conta que vamos para 2019.

Este momento de passagem de ano é simplesmente mágico! A sensação de depositar a esperança no porvir do próximo ano para conquistar tudo o que não foi possível ainda ou novos desejos é sensacional.

Não sei bem ao certo quem inventou isso, mas com certeza essa pessoa conhecia muito bem a natureza humana. Essa pausa é necessária para que possamos refletir sobre o que foi feito e aspirar novos desejos.

Convido você, leitor, a fazer uma reflexão mais apurada sobre sua jornada em 2018, faça uma busca em seus registros, grupos de WhatsApp, e-mails, redes sociais, agendas, analise o quanto você se dedicou para questões importantes, urgentes ou circunstanciais.

Você tem conseguido terminar suas tarefas propostas para o dia?

Tem dedicado tempo às pessoas importantes da sua vida?

Tem cuidado da sua saúde?

Você tem o hábito de deixar as coisas para a última hora?

Você é pontual em seus compromissos?

Tem realizado tarefas que não te levam a alcançar suas metas pessoais e/ou profissionais?

Responder à estas questões pode te ajudar a refletir sobre como usa o seu tempo. De acordo Barbosa, 2011 podemos dividir a ocupação do nosso tempo em três esferas:

Fique atento, se sua tarefa for importante e tem prazo ela não gera estresse, porém se ela passar para a categoria de urgente significa que você não deu conta dela e então começa a correria, que nos trás a pressão da urgência, mas não esqueça: um dia ela foi importante.

Você deve refletir o quanto tem separado o que é importante do que é urgente em sua vida, o quanto tem gasto de tempo com atividades circunstanciais? Aliás os smartphones tiveram a última atualização com uma funcionalidade que nos ajuda a controlar o tempo que gastamos em cada aplicativo nele, você já viu?

Ficou difícil? Ainda não consegui perceber o quanto despende de tempo para cada uma dessas esferas?

Então, vou lhe dar uma dica, comece se planejar. Uma das melhores maneiras de organizarmos a nossa rotina e aliviar a pressão é fazendo um bom planejamento.

Algumas pessoas me dizem: Mas eu não tenho tempo, minha vida é muito corrida!

Eu respondo: Se você tem uma rotina muito intensa, então você é a pessoa que mais precisa de um bom planejamento.

Não sabe fazer um bom planejamento da sua rotina?

Tudo bem! Fazer um bom planejamento é algo que podemos aprender, e isso fica como convite para o nosso próximo assunto do blog.

Feliz 2019 para todos.

 

Referência Bibliográfica

BARBOSA, Christian. A Tríade do Tempo. Rio de Janeiro: Ed. Sextante, 2011.