Compartilhar:

por Kelly Szabo

O uso de tecnologias digitais vem permeando cada vez mais nossas vidas, transformando a forma como nos relacionamos com as pessoas, como fruímos filmes, séries, músicas e livros, ao possibilitar que os levemos conosco seja lá para onde formos.

Nossa relação com estudo e trabalho também vem mudando e, assim, provoca transformações em nossos modos de aprender e ensinar.

Há alguns anos, definíamos o momento de estudar, de trabalhar, de lazer, entre outras atividades, organizando tempo e espaço adequados para realizarmos cada uma delas. Já parou para pensar que atualmente estudamos, pesquisamos, trabalhamos e até mesmo nos divertimos nos mesmos espaços, muitas vezes até ao mesmo tempo?

Não raro estamos navegando na internet, em sites de entretenimento e em redes sociais, e deparamos com algum material interessante para nossos estudos ou alguma informação relevante para nosso desenvolvimento profissional que acabam nos levando a vislumbrar outros horizontes. O contrário também acontece com frequência, não é mesmo?

Nós, que exercemos ofícios diretamente ligados à educação, temos ferramentas potentes para,  entre tantas possibilidades, contribuir para o aprendizado dos alunos, para a formação dos professores, para otimizar processos administrativos, estabelecer boa comunicação com a comunidade e aproximá-la da escola.

Esses espaços virtuais têm muitos recursos gratuitos à nossa disposição. Para que façamos um bom uso deles, aproveitando-os a nosso favor e experimentando o que cada um tem de melhor, é preciso dar o primeiro passo, permitindo que nos aventuremos por eles.

Um dos recursos que está à disposição gratuitamente, bastando ter uma conta gratuita de e-mail, é o armazenamento de arquivos em “nuvem”. O que seria isso? Alguns serviços gratuitos de e-mail oferecem essa funcionalidade de armazenamento, como por exemplo o Google Drive (vinculado ao G-mail) e o OneDrive (vinculado às contas Hotmail, Outlook, Live). Além de salvar seus arquivos e poder acessá-los de onde estiver, sem medo de perdê-los se o computador parar de funcionar, você também pode compartilhar com outras pessoas.

Na prática, como isso funcionaria em uma escola? O Projeto Político-Pedagógico (PPP), que é um documento importantíssimo, a espinha dorsal de todo trabalho desenvolvido, precisa ser um documento vivo, ou seja, necessita de fato ser colocado em prática, e todos os que estão diretamente envolvidos com a escola precisam conhecê-lo e trabalhar em função do que foi decidido e documentado Salvá-lo em “nuvem” e compartilhar com toda comunidade escolar é uma excelente estratégia, pois assim, todos podem lê-lo de onde estiver e usando o equipamento que preferir – até mesmo o celular!

Além do PPP, informações importantes acerca da vida escolar dos alunos podem ser organizadas em pastas, salvas em “nuvem” e compartilhadas com os professores, fazendo portfólios digitais práticos e funcionais, com informações imprescindíveis que farão toda a diferença na hora de planejar aulas e intervenções que possibilitem que todos os alunos aprendam.

Conforme citado anteriormente, a forma como aprendemos também está modificando e, dessa forma, a maneira como ensinamos precisa ser revista. É preciso repensar metodologias, estratégias e recursos. Óbvio que esse processo não se dá do dia para a noite, mas precisamos iniciar o quanto antes, mesmo que seja com um pequeno passo. Afinal, como disse sabiamente Lao-Tsé, “uma longa viagem começa com um único passo”.

Muitos termos surgem, alguns como “modismo” e outros vindo para ficar. Certamente, poderíamos fazer uma lista ampla aqui, mas vamos nos ater aos que fazem bastante sentido: aprendizagem colaborativa, ensino híbrido, sala de aula invertida, plataformas adaptativas, ensino personalizado. Tenho certeza que já ouviu falar em pelo menos três desses termos.

Clicando em cima de cada um deles, nos dirigimos a sites que nos trazem os informações de cada um e que, por sua vez, leva-nos a novas páginas, formando uma espécie de rede de ideias, apoiando em nosso aprendizado, trazendo conhecimento e também algum tipo de entretenimento nesse caminho.

Em nossas salas de aula, as relações de aprendizado são cada vez mais colaborativas, nossos alunos estão cada vez mais envolvidos nesses processos. Então, por que não investir nessa onda de colaboração? A sociedade está competitiva demais, as informações, acontecimentos, transformações, tudo em um ritmo intenso. Vamos aproveitar que podemos influenciar positivamente cada criança, cada jovem que passa por nossas salas e ajudá-los a ser pessoas diferentes e a fazer uma sociedade diferente. As tecnologias digitais podem ser um bom apoio, permitindo que trabalhem em grupos, troquem informações, aprendam em seu ritmo e de qualquer lugar, a qualquer hora e ajudem os colegas a aprender também.

Essas mesmas ferramentas de armazenamento também possibilitam a criação de documentos de texto, apresentações, planilhas, tudo em nuvem, podendo ser compartilhado e editado ao mesmo tempo por diferentes pessoas.

Sabe aqueles trabalhos em grupos que muitas vezes os alunos não fazem? Usando essas ferramentas é possível que todos trabalhem juntos, de lugares diferentes e em horários diferentes, um aprende com outro, um motiva o outro e todos saem ganhando.

E o produto final? Fica digital? Quem vê? Olha só a oportunidade de divulgar as produções, as pesquisas e tudo o mais no blog da escola ou nas redes sociais. Todo mundo vê, curte, comenta, compartilha, aprende…

Vamos lá! Essas são pequenas contribuições, tenho certeza que você pode dar o primeiro passo: unir tecnologia, colaboração, aprendizagem, formação, dominar o uso das ferramentas digitais sem se deixar dominar por elas, fazendo dessa experiência uma longa e rica viagem.

Fica aqui o convite para compartilhar conosco suas experiências.